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NOS DOMÍNIOS DO REALISMO FANTÁSTICO

MAGIAS E SORTILÉGIOS

"Julgo que a maior parte dos historiadores sentem, assim como eu, uma impressão de mal-estar, de incerteza até, quando penetram em uma sala que fora fechada e selada por mãos piedosas 3000 anos antes. Nessa altura, o tempo perde todo o seu significado. 3000 anos, talvez 4000, se passaram desde que o homem deixou de pisar este solo, e contudo o arqueólogos está rodeado de indícios de vida: o balde ainda meio cheio de argamassa que tapou a porta, a lâmpada oxidada, a impressão de um dedo na porta, um ramo de flores colocado no patamar numa última homenagem. Dir-se-ia que o morto foi enterrado ontem! O próprio ar que respiramos não se renovou durante milênios; partilhamo-lo agora com aqueles que colocaram a múmia na sua última morada. O conceito de tempo desaparece... E aquela atmosfera que permaneceu aprisionada durante milênios nos faz sentir como intrusos, como usurpadores"

(Howard Carter)

 

Tutankamon, jovem faráo da XVIII Dinastia, cuja sensacional descoberta da sua tumba em novembro de 1922, intocada há milênios, notabilizou o arqueológo Howard Carter que, talvez sem o querer, revelou na frase acima um dos maiores mistérios das antigas tumbas egípcias - o qual, sem dúvida alguma, envolve até mesmo os mais avançados conhecimentos de uma misteriosa ciência que espantosamente roça a nossa moderna Eletrônica!!!

 

Nesta foto, Howard Carter examina o santuário dourado da tumba de Tutankamon.

 

Aqui, o anatomista Dr. Derry efetua com um bisturi o primeiro corte na bandagem de linho que envolvia a múmia do faraó-menino. Ele, juntamente com mais de 40 pessoas envolvidas, quer direta ou indiretamente, na profanação daquela tumba, encontraram a morte de maneira sinistra e misteriosa - através daquilo que ficou conhecido como "A Maldição dos Faraós".

 

Tutankamon morreu muito cedo, provavelmente aos 16 anos de idade. Radiografias no seu crânio mostram que foi assassinado, talvez por intermédio de uma conspiração palaciana. Um forte golpe desferido na nuca, muito possivelmente quando dormia e de modo a não levantar muitas suspeitas, foi a causa da sua morte. Isso levou sua jovem espôsa obrigatoriamente a desposar o velho sacerdote AY, que inspirado pelo ambicioso general Horemheb assumiu o trono do Egito. Mais tarde, o belicoso Horemheb possivelmente também assassinando a ambos, tornou-se faraó - começando daí a decadência moral, material e espiritual do Egito. Há também uma curiosa cicatriz no lado esquerdo da face da múmia, que foi inclusive reproduzida pelos artistas que moldaram o seu sarcófago. Lord Carnavon, o aristocrata que financiou a expedição de Carter, foi o primeiro a morrer de uma infecção generalizada causada aparentemente por uma "picada de mosquito" na face, neste mesmo local! Após uma longa agonia em um hospital do Cairo na qual, por ocasião dos seus delírios, dizia ver esta face descarnada que lhe atormentava, morreu quando um vento gélido atravessou o quarto escancarando portas e janelas e logo a seguir todas as luzes do Egito se apagaram - através de um misterioso blackout que os técnicos jamais conseguiram explicar! No mesmo momento, na Inglaterra, a sua cadela de estimação começou a uivar desesperadamente e tombou morta, fulminada a milhares de milhas distantes, tal como ocorrera ao seu dono!!!

 

As tumbas egípcias, as dos antigos soberanos, eram sempre escavadas por dezenas, ou talvez centenas de metros rocha adentro, no local em que ficou conhecido como "O Vale dos Reis" - situado a oeste de Tebas. Elas eram hermeticamente fechadas e cuidadosamente lacradas, de modo a não permitirem a entrada do ar exterior. Isso produzia um curioso efeito, uma vez que é exatamente no subsolo do planeta que circulam - tal como se fora uma espécie de "sistema nervoso" - as poderosas e ainda desconhecidas correntes telúricas.... Energias de natureza predominantemente negativas que comprovadamente percorrem todas as profundezas do nosso mundo!

 

No desenho esquemático acima vemos, logo na extremidade inferior esquerda, a representação de um moderno capacitor (ou condensador), ligado ao pólo negativo ("terra") de um circuito eletrônico. O capacitor, ou condensador, hoje largamente utilizado nos nosso aparelhos eletrônicos, militares e industriais, é um artefato destinado a armazenar por um determinado período de tempo, e sempre de acordo com sua capacidade, uma carga de natureza elétrica. É constituído por duas armaduras isoladas entre si por intermédio de um elemento denominado "dielétrico". Esse elemento dielétrico pode ser de várias naturezas, tais como a mica, o papel, a cerâmica e também o AR - que nessse caso possui o chamado "poder indutor", ou "constante dielétrica", igual a 1. O que se requer para o seu correto funcionamento é tão-somente a VEDAÇÃO HERMÉTICA DO SEU INTERIOR e que uma determinada carga seja aplicada nos seus pólos externos (pinos de ligação ou "armaduras") - fazendo assim com que essa carga FIQUE APRISIONADA pelo período de tempo em que o mesmo esteja devidamente "carregado".

 

E no interior de um moderno consensador devidamente carregado, a Ciência sabe que ocorre um fenômeno deveras estranho: o TEMPO CONGELA, verdadeiramente ESTACIONA! Ou seja, o tempo lá de dentro sofre uma espécie de "torção" e não é o mesmo que o daqui de fora - em síntese: ele pára lá dentro mas continua aqui fora! E as tumbas egípcias, notáveis CÂMARAS ESTANQUES DO TEMPO escavadas profundamente nas rochas, produziam exatamente este "efeito condensador" ! O pólo negativo ( - ) era exatamente o telurismo, ao passo que o positivo ( + ) vinha "de cima", precisamente da energia cósmica captada por intermédio de uma enigmática pirâmide situada por sobre o Vale dos Reis, a qual pode ser vista bem no topo da foto acima! Assim, tal como em um moderno capacitor, as paredes das tumbas eram as armaduras externas e o ar, hermeticamente aprisionado, o seu elemento dielétrico.

 

Mesmo hoje, os nossos modernos e mais sensíveis filmes conseguem captar certos espectros - ou ectoplasmas - tais como esse, que vagam aleatoriamente e de preferência por certos ambientes fechados e que contenham substâncias que possam emanar vapores, mediante os quais psiquicamente se alimentam. O mesmo acontecia nas tumbas egípcias: o "efeito condensador" mantinha essas "sombras" literalmente vivas e latentes, se "alimentando" das oferendas lá deixadas, tais como óleos, bálsamos, comidas, e etc. Isso sem contar a provável presença de elementos radioativos atuando também como dielétricos! Enfraquecidas por durante milênios, quando lentamente se perdia o poder de armazenamento do "condensador", e notadamente quando ocorria uma profanação, elas passavam a se alimentar do psiquismo dos profanadores, literalmente vampirizando-os e drenando a sua saúde e vitalidade - levando-os por conseguinte e invariavelmente à morte! E essas sombras escapavam assim para o exterior, prejudicando, segundo o Esoterismo, o mundo dos vivos. Aliás, desde que começaram as profanações e os saques da tumbas - isso ainda nos tempos decadentes do Antigo Egito - essas sombras começaram a vagar pelo mundo dos vivos, causando a ruína das civilizações, as guerras e os infortúnios.

 

Curiosamente, o sarcófago contendo a múmia de Tutankamon é o único a ser mantido nos dias de hoje no seu exato local de origem, ou seja, a sua própria tumba no Vale dos Reis! 1285 quilos do mais puro ouro e pedras preciosas não repousam em um museu, como seria de se esperar. Superstição, ou não, o fato é que as dezenas de mortes e também os inexplicáveis "acidentes" que chegaram a vitimar algumas autoridades egípcias levaram o governo, pelo sim e pelo não, a "botar as barbas de molho" e não mais perturbar o sono eterno do faraó-menino!

 

 

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