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NOS DOMÍNIOS DO REALISMO FANTÁSTICO

VÔO 1907

" O progresso da civilização material pode levar algumas pessoas a pensar que nada mais há a descobrir e que cada polegada do planeta é conhecida. Que erro! Tanto pelo passado e talvez ainda mais que no passado, o mundo é um mundo de segredo e um mundo de mistérios"

(Raymon Bernard - FRC, Encontros com o Insólito)

 

O dia 29 de setembro de 2006 foi uma data particularmente fatídica para a Aviação Comercial Brasileira; uma data que lamentavelmente ficará para sempre guardada na lembrança de todo o povo brasileiro. Tudo começou quando um enorme Boeing 737 de uma empresa de aviação comercial brasileira, realizando o Vôo 1907, decolou às 15:35 horas do aeroporto de Manaus, Norte do Brasil e capital do Estado do Amazonas, com destino final ao Sudeste do país - precisamente a Cidade do Rio de Janeiro - porém com com escala prevista em Brasília - capital do País e, por sua vez, situada no Planalto Central.

 

Quase ao mesmo tempo, e partindo de uma direção oposta, precisamente o Estado de São Paulo com destino final aos EUA, decolava um jato executivo do tipo Legacy fabricado no Brasil pela Embraer e adquirido por uma empresa de táxis aéreos norte-americana. Esse avião era novinho em folha - prévia e intensamente testado - e além disso dotado das mais modernas tecnologias de vôo e de segurança. Era pilotado por dois norte-americanos, levando ainda a bordo um jornalista daquele país como especial convidado daquele vôo inaugural.

 

Quem conhece navegação aérea sabe que no céu existem verdadeiras "estradas", ou aerovias, muito bem demarcadas e vigiadas pelos centros de controle aéreo de cada país, nas quais cada aeronave tem seu plano de vôo devidamente registrado e mediante o qual jamais poderá invadir uma rota de altitude e de tráfego que não seja a sua. No caso desse lamentável acidente, alguma coisa dera errado fazendo com que o jato executivo e o colossal Boeing levando a bordo 154 pessoas entre passageiros e tripulantes, ficassem repentinamente frente a frente em uma rota de colisão inevitável. Ambos os pilotos devem ter visto a repentina ameaça tentando instintivamente manobrar de modo a evitar o choque. Porém, a ilustração acima nos mostra o que infelizmente veio a acontecer a uma grande altitude de 36 mil pés: o jatinho Legacy tocou a parte inferior da fuselagem do Boeing, fazendo-o estolar e cair em um "parafuso" fatal, inevitavelmente desintegrando-se em pleno ar!

 

O piloto do Legacy, muito embora com o jatinho avariado, conseguiu controlar a aeronave e voando por cerca de meia hora realizou um pouso de emergência em um aeroporto próximo. Na foto, podemos ver devidamente assinalados os pontos de contato da sua fuselagem com o Boeing. Umas avarias aparentemente pequenas mas que foram suficientes para liquidar um imenso avião de passageiros pesando várias toneladas. (FOTO: © ANAC - Força Aérea Brasileira)

 

E para piorar ainda mais as coisas, a área de choque compreendeu a impenetrável Floresta Amazônica, em uma região inóspita e situada nas proximidades da Serra do Cachimbo, precisamente entre os Estados do Mato Grosso e do Pará. (IMAGEM: © Google Imagery - NASA)

 

No mapa, podemos ver a região na qual ocorreu o horrível acidente, ocorrida entre os Estados do Pará e Mato Grosso.

 

Tão logo foi detectado o desaparecimento do Boeing, começaram as intensas e árduas operações de buscas. Não demorou muito para que as valorosas e heróicas equipes de resgate das Forças Armadas Brasileiras localizassem os destroços do grande avião, horrivelmente espalhados pela mata densa e hostil por um raio de dezenas de quilômetros.

 

Mas, o acesso a esses destroços tornava-se praticamente impossível, fazendo com que até mesmo índios fossem empregados para auxiliar as equipes de resgate de modo a abrirem clareiras na densa floresta para permitir o pouso dos helicópteros. Nessas alturas, ainda havia alguma esperança no sentido de serem encontrados e resgatados alguns poucos sobreviventes.....

 

..... Porém, alguns dos bravos homens das equipes militares de resgate não puderam conter as lágrimas ao se depararem com o quadro dantesco que se delineava: corpos - ou melhor, os horrivelmente mutilados pedaços que deles restaram - espalhados por todas as partes da floresta em enormes extensões. Lamentavelmente não haviam sobreviventes! Aliás, nem poderia haver. O Boeing caiu a uma velocidade estupenda, vertiginosamente se fragmentando, certamente levando momentos finais de horror a todos os seus desditosos ocupantes. Os legistas comprovaram que as vítimas não ficaram inconscientes antes de morrer, mas, sim, que todas foram literalmente dilaceradas através de politraumatismos até que o avião, ou o que restou dele, finalmente se espatifasse no solo! Na foto, partes do trem de pouso do Boeing - tudo o que de certa forma sobrou do imensa aeronave!

 

Na foto, a complexa cabine de um Boeing semelhante. Uma obra-prima de engenharia aeronáutica, toda essa complexidade se faz necessária para prover a aviação comercial de um elevado nível de confiabilidade e segurança. (FOTO: © Dario Crusafon)

 

Hoje as aeronaves comerciais, executivas, e algumas particulares dependendo da sua classe, são obrigatoriamente dotadas desse equipamento denominado TRANSPONDER. O equipamento é acionado, o número de código do vôo é registrado pelo piloto e a partir daí todas as torres e centros de controle aéreo pelas quais passar ou até mesmo atingir seus campos de rastreamentos estarão monitorando a sua altitude, identificação e rotas. Desse modo é praticamente impossível dois aviões se chocarem na vastidão do ar.

 

Da mesma forma que esse outro equipamento denominado TCAS, sigla para Sistema Anti-Colisão, avisa de modo sonoro e com bastante antecedência ao piloto quando alguma outra aeronave eventualmente se aproximar em rota de colisão. Mas não é só isso: essa maravilha tecnológica ainda "diz" A TODOS OS PILOTOS ENVOLVIDOS qual a manobra a realizar para se evitar o choque - ou seja, "diz" de maneira clara para um deles: - "Suba",ou "Manobre à Direita", ao passo que simultaneamente a gravação sonora do TCAS na cabine do OUTRO piloto envolvido diz a ele: - "Desça", ou "Manobre à Esquerda"! O fato inusitado nesse doloroso acidente é que AMBAS AS AERONAVES, tanto o Boeing comercial quanto o jatinho Legacy dispunham nas suas cabines de comando não só do Transponder como também do TCAS. Como, então, puderam ambos se chocar violentamente, estando de modo teoricamente impossível e a uma mesma altitude? Como nenhum dos pilotos foi avisado pelo TCAS que inevitavelmente iriam se chocar? E um grande mistério ainda sem solução: como o Legacy alterou sua altitude de vôo para rota de colisão com o Boeing a 36 mil pés de altitude, quando deveria estar em uma aerovia mil pés acima ou abaixo? Porque o seu registro do Transponder desapareceu das telas dos radares antes do choque, somente voltando a funcionar meia hora depois? Porque houve várias tentativas de contato da torre com o Legacy sem sucesso? E porque motivo o comandante do Boeing não foi avisado quanto ao iminente desastre e porque seu equipamento de TCAS não detectara a inevitável colisão? (FOTO: © Dario Crusafon)

 

O Brasil tem um dos melhores e mais eficientes sistemas de controle aéreo do mundo. Todo o território brasileiro é rastreado de norte a Sul por avançados equipamentos, operados por um pessoal altamente especializado sob supervisão militar. Toda a Amazônia, por razões de segurança nacional, é severamente vigiada e monitorada. Devido às inusitadas características do acidente, cujas causas ainda se acham em fase de apuração no momento em que esta página foi ao ar, logo e como seria de se esperar, surgiram várias hipóteses e variadas trocas de acusações. Uma delas sugeria que o piloto do Legacy teria propositadamente desligado o transponder da aeronave e indevidamente elevado sua altitude, assim operando na aerovia do Boeing que vinha em sentido contrário. Por outro lado, surgiram acusações contra os controladores de vôo envolvidos, acusados de suposta negligência, apesar de terem desesperadamente e sem sucesso tentado comunicação com as duas aeronaves. Algo, sem dúvida, teria causado o pavoroso acidente. Mas o quê exatamente? Pouco a pouco, certas circunstâncias verdadeiramente impressionantes começavam então a surgir:

 

E ESTA parece ter sido a incrível resposta: uma misteriosa zona de silêncio que insidiosamente espreita por sobre a impenetrável Floresta Amazônica! Simplesmente apavorante, não? Mas, haveria algum fundamento nisso? Acompanhe-nos, então, na seqüência dessa página e surpreenda-se com certos antecedentes verdadeiramente inusitados..... (FONTE: Jornal O DIA, Rio de Janeiro)

 

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