Home

NOS DOMÍNIOS DO REALISMO FANTÁSTICO

ARCA DA ALIANÇA..... SIM, MAS COM QUEM?

"Mito ou realidade? Mito soberbo em todo o caso, vindo das profundezas dos séculos - e ressaca do futuro"

(louis Pauwels & Jacques Bergier - O Despertar dos Mágicos)

 

Talvez um dos personagens mais misteriosos de toda a História tenha sido Moisés, o Patriarca Hebreu. Quem foi na verdade este homem, um líder e o guia de todo um povo, libertando-o nos tempos bíblicos da cruel opressão e da escravidão no Egito dos faraós?

 

Dizem os relatos bíblicos que certo dia a princesa do Egito, a filha do faraó, banhava-se no rio quando subitamente ela e as suas serviçais avistaram um cesto de juncos que boiava nas serenas águas do Nilo. Dentro desse cestinho, estava uma linda criança - supostamente rejeitada e abandonada por uma família do Povo Judeu, o qual era escravo dos egípcios naqueles tempos.

 

A criança foi recolhida e adotada pela princesa, segundo consta. Porém, dizem as "boas línguas" (elas, apesar de mais ferinas, são sempre bem melhores do que as más) que verdadeiramente a princesa teria "dado os seus pulinhos", sabe-se lá com quem e escondido a sua gravidez, temendo a ira do pai e montado essa farsa com a cumplicidade das suas escravas, uma vez que as princesas somente deveriam casar no seio da própria realeza. Qualquer uma outra coisa em contrário seria considerada uma profanação, passível de ser severamente punida.

 

Aquela criança, cujo nome foi estabelecido como MOISÉS - ou se preferirmos, no mais puro egípcio arcaico, MASSES - foi criada com bastante privilégios dentro do próprio palácio e sempre sob a égide da tal princesa. Diz ainda a Bíblia, num trecho por sinal bastante revelador, que "Moisés foi educado nos MISTÉRIOS EGÍPCIOS" - ou seja, foi INICIADO na Escola de Mistérios que oficiava nas terras do Nilo!

 

Como nenhum segredo pode ser mantido por durante muito tempo, há indícios que quando adulto Moisés tenha sabido de alguma forma que nas suas veias corria o sangue da realeza egípcia. Uma intriga bem palaciana: ao que tudo pressupõe, possivelmente com a morte do faraó ele teria reivindicado seu direito ao trono, o que obviamente foi-lhe negado, tornando-o um proscrito - uma "pedra no sapato" dos que ambicionavam o trono! Essa suposição é confirmada pela Bíblia quando diz, logo no início do Capítulo do Êxodo: - "Por fim morreu o faraó..... E com o tempo se levantou um novo rei sobre o Egito".

 

Aqui, uma estatueta em ouro muito antiga que retrataria Moisés, tendo na mão o símbolo de MAAT - a deusa da verdade e da justiça no Antigo Egito. Note-se que o artista o retratou usando a coroa de um príncipe! E a cena, aliás, é não somente expressivamente dramática como também bastante explícita e sugestiva. Quase que podemos "lê-la": - "ele queria, por justiça, o título de príncipe do Egito"!

 

Muito embora haja controvérsias, pois a Bíblia não especifica claramente nomes, apenas cita Piton (?) e Ramsés, o faraó do seu tempo (ou aquele que ascendeu ao trono na época de Moisés), teria sido Ramsés II, cujo "cartucho" contendo seu nome pode ser visto na imagem acima. Na parte inferior, podemos ler seu nome, da direita para a esquerda: RA + MASSES - significando "Nascido de Rá", ou ainda "Filho de Rá".

 

E se cortarmos a parte final desse nome, veremos porque exatamente Moisés fora chamado de MASSES, ou seja NASCIDO DE...., ou FILHO DE..... - em suma, nascido de um pai ignorado e, portanto, um EGÍPCIO!

 

Ramsés II foi um soberano muito enérgico e vigoroso, teve várias esposas e centenas de filhos. Obviamente que a simples presença de Moisés incomodava demais pelo fato de ele possivelmente representar uma ameaça à hegemonia da família real. A Bíblia cita o episódio que culminou na sua proscrição, quando em visita ao acampamento dos escravos Judeus atacou e matou um oficial egípcio! Havia uma identidade muito forte entre Moisés e o Povo Judeu. Pode até ser que após a sua expulsão do palácio real tenha se refugiado nos acampamentos dos Judeus. Acredita-se, por outro lado, que ele, preterido nos seus direitos, resolveu deixar o Egito e assim reinar como soberano em uma terra prometida para a qual libertaria e conduziria os escravos Judeus.

 

Nesse ponto, juntamente com o misterioso Aarão, resolveu abertamente, e em pessoa, desafiar o faraó, intimando-o a libertar o Povo Judeu, deixando-o se retirar do Egito sob seu comando. Nessa ocasião a Bíblia relata algo verdadeiramente surpreendente: munido dos artefatos fornecidos pelo Senhor, Moisés realizou prodígios diante da corte do faraó. Contudo, os magos egípcios ali presentes responderam com a mesma moeda..... ou seja, REALIZANDO PRODÍGIOS SEMELHANTES - em suma um autêntico duelo de magia, ou se preferirmos, um antigo duelo de TECNOLOGIAS! Obviamente a tal proposta de libertação do Povo judeu foi de pronto repelida, uma vez que os escravos eram considerados importantes no trabalho das grandes construções egípcias. Após algumas idas e vindas, Moisés, sempre instruído pelo "Anjo do Senhor" - com o qual manteve o contato inicial no Monte Horebe ao avistar no deserto uma "sarça ardente que o fogo não consumia" - ameaçou o Egito com severas pragas que afligiriam o povo e o próprio país até que tal permissão lhe fosse concedida.

 

"Pragas" que, de fato, aconteceram e ficaram conhecidas na História como "As Sete Pragas do Egito". Ataques de "insetos", notadamente "vespas"; as águas do Nilo tornando-se vermelhas como sangue e contaminadas matando todos os peixes através de um "bastão" fornecido a Moisés pelo Senhor; epidemias humanas causando horríveis furúnculos através de uma "cinza" lançada ao ar por Moisés; animais enlouquecidos invadindo as cidades; saraiva de fogo e de trovões; escuridão no céu geradas através de estranhas "nuvens escuras"; e finalmente a pior: em todas as famílias egípcias (inclusive na do próprio faraó) os primogênitos inexplicavelmente morreram em uma só noite! Enfim, nada que uma avançada tecnologia (que, como vimos, incluiu até uma espécie de guerra bacteriológica) por trás de Moisés pudesse deixar de fazer! E é necessário que saibamos algo por sua vez muito interessante: a palavra hebraica para "vespas" significa "máquina voadora"! E até mesmo mais tardiamente, quando se aproximavam da Terra Prometida, essas "vespas" tiveram uma missão muito especial: Moisés questionou o Senhor quanto à presença dos outros povos que lá iria encontrar, ao que Ele respondeu: - "Mandarei adiante de ti as vespas que porão em fuga o Heveu e o Cananeu e o Heteu, antes da tua chegada" (Êxodo Cap. 23, Vs.28).

 

Mas, diante do clamor do povo egípcio, já intensamente "bombardeado" por aquelas estranhas "pragas", acreditamos que muito principalmente pelas "vespas", o faraó não teve outra alternativa a não ser permitir a partida do Povo Judeu sob o comando, é claro, de Moisés. Durante muito tempo os ensinamentos da Bíblia foram considerados pelos céticos como simples lendas ou meras tradições orais de um povo. Contudo, já está mais do que provado que a Bíblia TINHA RAZÃO E RELATA FATOS HISTÓRICOS, porém e compreensivelmente descritos na linguagem simples da época. As evidências, portanto, começam a surgir, provando que toda a epopéia do Êxodo foi uma realidade. Acima, vemos o Papiro Ipuwer , datado do Médio Império, descoberto no Século XIX e levado para o Leiden Museum, Holanda, e que, como o nome bem o diz, foi escrito por um tal Ipuwer que parece ter sido uma testemunha ocular das tais pragas do Êxodo. Esse papiro descreve doenças, fome, mortes, fuga de escravos e outras tragédias nas terras do Egito. Textualmente, conforme traduzido por Gardner, em síntese ele revela: "A praga está por toda a terra, há sangue em toda parte. O rio tornou-se em sangue. Há sede. Portões e colunas são consumidos pelo fogo. Os grãos pereceram em todas os lugares. A terra está escura. O gado perece. Só há lamentações. Não há casa alguma em que não haja mortos.

 

Essa estela elaborada no tempo do faraó Mer-en-Ptah é uma outra prova conclusiva, uma vez que menciona o episódio do Povo de Israel deixando as terras do Egito, sem qualquer dúvida se referindo ao Êxodo. Por sinal, Mer-en-Ptah foi o soberano que sucedeu a Ramsés II. (FOTO: © Bryant Wood)

 

Há, porém, provas muito mais concretas! Recentemente foram encontradas mais evidências que atestam a realidade do Êxodo: em Wadee El-Mukattab, no Sinai, o Povo Judeu deixou gravadas nas rochas essas marcas da sua passagem!

 

E também por todo o trajeto percorrido, várias outras marcas dessa passagem foram deixadas. Acima, podemos ver o Menorah, tradicional símbolo judáico.

 

Aqui, mais inscrições.

 

E também outras! Esses relevos acima tornam-se muito significativos, uma vez que mostram, quase na parte superior direita, algo muito revelador e sempre presente naquela rota de fuga: UMA ESTRELA!

 

Uma perfeita simbologia, uma vez que os relatos bíblicos dizem claramente que uma certa "nuvem" muito luminosa guiava a jornada dos retirantes, por vezes à frente ou, quando necessário, passando para a retaguarda de modo a protegê-los.

 

Muito estranhamente, o tal "Senhor" e os seus "Anjos" somente se revelavam a Moisés (e a mais ninguém), sempre o fazendo com a sua enorme e muito luminosa "nuvem" no topo das altas montanhas, e sempre ao "som de buzinas, dos trovões, dos lampejos" e do próprio monte "fumegando", tal como foi o caso do episódio do Monte Sinai. - "Mas ninguém pode subir contigo, nem tampouco se veja alguém mais em todo o monte, ainda mais, nem rebanho nem manada devem pastar diante deste monte" (Êxodo, Cap. 34, Vs. 3).

 

E ao que tudo indica, e sempre de acordo com os relatos bíblicos, por ocasião da entrega das Tábuas da Lei, os "Anjos do Senhor" também se fizeram presentes. Há uma passagem bíblica muito interessante na qual o Senhor dissera a Moisés: - "Eu vos trouxe SOBRE AS ASAS DE ÁGUIA E VOS TOMEI PARA MIM".

 

Os Dez Mandamentos (que na verdade foram QUINZE já que a Igreja Católica muito mais tarde suprimiu cinco) passados a Moisés pelo Senhor em meio a uma grande manifestação luminosa sobre o Sinai, representaram uma forma de transmitir noções primárias de higiene, civilidade e de ordem moral e social aos retirantes - fornecendo assim a Moisés um instrumento muito eficaz para manter o controle da situação que, por sua vez, ficava cada vez mais difícil.

 

Pois, com o passar do tempo alguns retirantes já cansados e meio descrentes não estavam lá muito satisfeitos com a sua situação, chegando mesmo a se revoltar contra Moisés e o Senhor. São notáveis os episódios da adoração por parte deles ao "Bezerro de Ouro" (que nada mais era do que o TOURO ÁPIS EGÍPCIO) e das constantes reclamações daqueles que preferiam "retornar à escravidão no Egito, onde pelo menos podiam comer pães e carnes e não mais passar fome".

 

Mas, para acalmar a situação, o Senhor fez cair DO CÉU, além de uma chuva de codornas, o Maná - uma substância nutritiva gelatinosa que servia como alimento e que, tal como as NOSSAS modernas gelatinas, se derretia quando exposta ao grande calor e também se deteriorava quando mal acondicionada. Uma substância, por sinal, idêntica ao curioso fenômeno que atualmente ocorre quando da manifestação dos UFOs: o chamado "Cabelo de Anjo", criado talvez pelo campo de força da nave. Lembremos que os pássaros também são afetados pela presença dos UFOs, precipitando-se ao solo totalmente desorientados, ocasião em que podem ser facilmente capturados. Mas, êta povinho difícil aquele! Não é que mesmo assim os descontentes continuavam a reclamar?: - Quem nos dará carne pra comer? Como nos lembramos dos peixes que costumávamos comer de graça no Egito, dos pepinos e das melancias, e dos alhos e das cebolas! Nossos olhos não vêem nada senão o Maná".

 

Fazia-se, pois, necessário usar de "mão de ferro" para controlar a massa. Até mesmo uma certa "Coluna de Fogo" sempre se manifestava diante da multidão - a qual, além de iluminar o caminho a ser seguido, servia como uma eficiente maneira de atemorizar. E também, reunindo o útil ao agradável, "acalmar" os ânimos revoltados, mantendo assim a "fé" em Moisés e no Senhor. Aliás, o Papiro Ipuwer (visto mais acima) menciona que desde o Egito se podia ver "uma coluna de fogo ao longe", precisamente no caminho dos retirantes! Por sua vez, era mesmo uma proteção muito eficaz e poderosa, já que um certo Coré, ou Corá, se rebelou juntamente com um grupo de seguidores contra o comando de Moisés, tentando usurpar-lhe o controle da situação. Então, o que a Bíblia descreve como um "Fogo do Senhor" tragou as suas tendas fazendo-os "descerem vivos ao inferno", matando ele e os seus 250 homens. E em uma outra investida, logo a seguir, exterminando nada menos que 14.700 deles, incluindo os seus familiares! Um Senhor certamente muito beligerante e vingativo: - ".....Isso deve ser guardado como testemunho para os filhos da rebeldia, a fim de que cessem seus resmungos contra mim, para que não morram". Um argumento verdadeiramente "irresistível"!

 

- "E o Senhor disse a Moisés: No dia do primeiro mês, no primeiro do mês, deves erigir o tabernáculo da tenda de REUNIÃO. E terás que colocar nele a Arca do testemunho e vedar com cortina a aproximação à Arca, cobrindo-a com um véu. Também colocarás o castiçal e ACENDERÁS AS SUAS LÂMPADAS". Sutilíssimo, não? Há, porém, algo mais (e os grifos continuam nossos): - "Então a NUVEM encobriu a Tenda da Congregação e a Glória do Senhor encheu o Tabernáculo, de maneira que Moisés não podia entrar na tenda ENQUANTO A NUVEM FICAVA SOBRE ELA E A GLÓRIA DO SENHOR ENCHIA O TABERNÁCULO. Portanto, A NUVEM DO SENHOR estava de dia sobre o Tabernáculo e o FOGO estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda casa de Israel, em todas as suas jornadas". Curiosamente, o Senhor exigia sacrifícios de animais domésticos (SEMPRE os comestíveis e ainda exigia que fossem assados, pois o cheiro era por Ele considerado "repousante"!), como também cereais, azeites, farinhas, bolos, e outras guloseimas que deveriam ser deixados no interior da tenda como "homenagens" a Si. Extremamente sutil! Para quê o Verdadeiro Deus (estamos logicamente nos referindo ao Deus Universal que por sinal não tem forma e nem se intromete em assuntos humanos), iria querer se alimentar, ou melhor, ser "homenageado", com coisas assim tão profanas e tão terrestres? Não tem a menor lógica! E enquanto o povo passava fome, o Senhor exigia diariamente uma "dieta", ou se preferirmos uma "oferenda", contendo tenros "carneirinhos de um ano cada, pela manhã e um outro entre duas noitinhas, e a décima parte de uma medida de flor de farinha com um quarto de azeite batido e uma oferta de bebida de vinho".

 

 

CLIQUE NA IMAGEM ACIMA PARA VER MAIS FOTOS

 

Próxima Página

Página Anterior

Heretic music